Como forrar cadeiras antigas

Já falámos aqui do Breyner85, o espaço mesmo aqui em Cedofeita, no Porto, que acolhe o Food&friends. Nós estivemos lá desde o princípio, tratámos da decoração, participámos na escolha do menu, desenhámos o material de comunicação e já lá fomos comer uns petiscos e beber uns copos de vinho bom, podem saber mais aqui no primeiro post que fizemos sobre ele. Hoje mostramos, em vídeo, o processo de recuperação de um conjunto de cadeiras que foram compradas, em segunda mão, e que ficaram lindas!

Coisas a ter em conta para quem se aventurar nisto das cadeiras.
1. Se o tecido estiver bom não se atrevam a tirá-lo, aproveitem e forrem por cima. Se estiver mesmo mau podem ter de arrancar tudo e nesse caso terão de revestir com espuma antes do tecido final.
2. Certifiquem-se que está sempre tudo esticadinho na frente, e comecem por agrafar lados paralelos, primeiro a frente e a parte de trás, depois os lados. Assim vão esticando partes opostas e garantem que fica tudo bem.
3. Em relação aos lados, espero que sejam cuidadosos, pensem nos embrulhos do natal e façam cantinhos perfeitinhos, dobrando o tecido. O que importa mesmo é na frente ficar liso.
4. Para  aparte de trás, e para servir de remate, podem escolher um tecido barato e mais grosso, o que importa é ser durável e esconder os remates do primeiro tecido.
E é isto! Nós gostamos muito do resultado final, e com pouco fez-se muito.

Porque nós somos fãs de coisas que duram não uma vida, mas várias. Não só por ficarem mais sem conta mas por carregarem com elas histórias e mais significado para nós.
Esperamos que gostem deste bocadinho, e já sabem, se quiserem vídeos sobre coisas específicas digam-nos já! :)

Casar, não casar, ou como casar?


O Verão chegou e com ele vem também a época de casamentos.
Este post é sobre eles, e quero começar por dizer que é um post muito pessoal, onde quero apenas falar sobre coisas que me têm passado pela cabeça, sobre as quais tenho pensado, e gostava de saber a opinião de quem nos lê, casou ou quer casar. Não tenho nada contra casamentos, quero logo começar por dizer isto, e gosto muito do significado que têm. Mais do que isto, é bonito ver pessoas felizes, a celebrar a vida e as coisas boas que ela nos dá.

Já sabemos que chega a uma altura na nossa vida em que todos os nossos amigos começam a casar, depois vem aquela fase em que todos têm filhos, e é por estas alturas que nos vemos a participar nestes dias tão especiais e que ficarão nas memórias de todos. 
A minha questão com os casamentos vai aumentando de cada vez que vou a um. É um tipo de festa que conhecemos desde pequenos, são todos muito parecidos, será que daqui a 20 ou 30 anos vamos mesmo conseguir distinguir uns dos outros e sentir que o casamento do primo António foi assim tão especial?

Neste dia, a noiva casa de branco, os convidados são mais de 150, a festa faz-se numa quinta e as horas da festa duram mais do que um dia de trabalho, podem ir assim até às 14 horas. 
Eu, que adoro festa, fico cansada só de pensar no tempo que tenho para tratar da roupa, do cabelo e da make up, da espera pela cerimónia, a espera pelo cocktail, e depois a espera pela dança infindável de comidas, e depois o abanar das ancas exigido ao som do último sucesso musical vindo da novela das 9, coordenado pelo animador de festas que vai gesticulando enquanto todos o acompanham para a esquerda e para a direita.
Pensem comigo, assim em 1985 uma cachopa decide fazer uma festa de aniversário. Para esse dia decidiu que o encontro seria às 17h, numa garagem, e haveria porco no espeto e cerveja. O bolo, esse decidiu só cortar à meia-noite, e como era um bocadinho excêntrica decidiu lançar alguns foguetes à mesma hora. Esta pessoa fez assim o aniversário (pode mesmo ter acontecido) e depois disso? Foi mesmo bom! Soube bem a toda a gente, mas não significa que se tenha passado a fazer todos os aniversários assim. O porco no espeto e a cerveja não são obrigatórios em nenhum aniversário, nada é, então porque é que nos casamentos as coisas acontecem exactamente da mesma forma, e estarmos num casamento em 2016 é o mesmo que estarmos num em 1992?


E pronto, esta é a questão que me faz alguma comichão. Nada mesmo contra casamentos, ando é desejosa de ir a um que faça tudo ao contrário, que não se deixe levar por um plano que alguém fez há não sei quantos anos atrás, e que seja mesmo uma festa à imagem daqueles que vão casar.
Não me imagino a casar, mas se calhar digo isto porque não me revejo neste dia. Quando ouço pessoas que fizeram coisas diferentes, quando vejo imagens que me levam para outros sítios, já consigo imaginar-me a casar, mas o meu casamento não teria de ser igual ao das minhas primas que casaram nos anos 90. Nada contra esses, mas em mais de 20 anos as coisas poderiam ter mudado mais.


Nesta altura as quintas de casamentos eram uma novidade, até aqui ia tudo recambiado para um restaurante, e a quantidade de comida era de facto um ponto a favor. Porque naquela altura não havia o exagero de coisas que hoje há diariamente em nossas casas. A qualquer altura vamos comer fora, não nos privamos de comer o que mais gostamos e até em casa temos talheres de peixe e de carne (um luxo) por isso esta festa, este abuso de coisas, é um bocadinho desajustado para quem já tem tudo. 


Este post serve apenas para ouvir as vossas opiniões, e adorava também que me chegassem relatos de casamentos únicos feitos por cá. Para os que pensam casar, e que ainda não se tinham questionado sobre muita coisa, pode ajudar-vos a pensar neste dia de outra forma. Seja qual for o vosso ideal de casamento bonito, façam-no à vossa imagem, sejam honestos convosco e tenham nesse dia, por perto, as pessoas e as coisas que mais gostam.

Há coisas que podem e devem ser ajustadas a cada um, e não estou a falar destas coisas de um ponto de vista financeiro, mas sim de significado. No dia especial, deveriam estar presentes as pessoas que fazem realmente parte da nossa vida, deveria ser servida a comida que mais gostamos, e num sítio lindo e acolhedor para nós e para aqueles que nos são próximos. Em tudo isto vejo uma preocupação maior com a quantidade. Mais convidados, mais comida e uma quinta maior. Se calhar poderia ser tudo mais ao contrário e não seria pior por isso.

As imagens são para vos encher os olhinhos, vieram todas do Hello May, eu vejo-as e fico logo com vontade de fazer festas. Neste fim-de-semana tive um casamento que acabou da forma mais bonita, com balões de São João largados mesmo ao lado do rio Douro e com uma lua gigante! Para mim são coisas como estas que nos ficam na memória e que nos arrancam sorrisos. 

Seja a festa de uma forma ou de outra, preocupem-se convosco, não com o que os outros vão pensar e sejam felizes! O que importa é a festa dos dias depois da festa :)

As ilustrações do Marc Johns ♥

Depois de um fim-de-semana longo de sol e passeio, voltar ao trabalho pode parecer difícil e a inspiração parece que ficou lá fora. Pois bem, não temam, trago-vos algumas ilustrações do Marc Johns que se não vos deixarem felizes e inspirados, nada o fará hoje :p

De certeza que já viram alguns desenhos do Marc a passear pelos vossos murais do facebook ou pinterest, muita gente os partilha porque são tão honestos que é impossível não nos identificarmos com eles. 





Todas as suas ilustrações estão carregadas de humor e as temáticas vão desde crises criativas, a frases motivacionais, passando por uma boa dose de surrealismo. Os desenhos são simples mas muito eficazes, as mensagens fazem-nos rir e têm, quase sempre, um segundo sentido, um pouco mais profundo.




Espero que as ilustrações vos tenham deixado mais entusiasmados para o resto da semana e com vontade de fazer coisas bonitas. Se quiserem ver mais, sigam o Marc no seu blog, instagram e facebook.

Boa semana, pessoas bonitas!
Fred

trabalho novo, menus maria bôla


Já aqui falámos da Maria Bôla, e do trabalho que fizémos para ela. É uma casa de chá bonita, já aqui pertinho de nós, em Cedofeita, onde se pode comer, entre muitas outras coisas, umas bôlas deliciosas!
Nós ficámos responsáveis pelo logotipo e por todos os aplicativos que fossem necessários para o espaço. Hoje vamos mostrar-vos os menus que projectamos para a Maria Bôla, e o resultado final!


Perder o medo e começar!

Começar algo novo não é fácil. Sentimos sempre que nos estamos a expôr demasiado, que não estamos confortáveis, que podemos falhar, que não somos bons o suficiente ou mesmo que não vale a pena o esforço. Posso dizer-vos que já desenhámos alguns blogs para pessoas que tinham boas ideias, talento e vontade mas ainda hoje se encontram em branco. Neste post, decidimos juntar alguns motivos para deixar os medos de lado e começarem esse blog que tem estado na gaveta. Mas podem usar estes conselhos para qualquer coisa que estejam a começar, quer seja um blog, aprender uma língua ou começar a correr ao final do dia.