Estivemos calados durante o Natal, tivemos de fugir para longe do computador e para perto da família e amigos. No dia-a-dia, entre design, fotografia, vídeos e posts, às vezes esquecemo-nos do bem que nos faz sair de casa. Para nós, têm sido meses muito felizes e preenchidos mas, depois de meses sem fins-de-semana, o cansaço apodera-se de nós. A solução é óbvia mas às vezes passa despercebida, sair para a rua, longe das tecnologias, rever amigos, pôr a conversa em dia, descobrir ruas novas e sentar num café novo e bonito. Por aqui, decidimos que isto vai ter de acontecer mais vezes em 2014.

O Porto é uma cidade linda, repleta de locais bonitos e inspiradores mas viver na cidade não chega, há que sair para rua. Mesmo quando os prazos apertam, o trabalho se começa a amontoar em cima da secretária, temos de conseguir desligar e ir para rua, ver, rever, conhecer, perder, viver.

Durante os primeiros tempos, quando deixámos de ter patrões e cada um de nós geria o seu tempo, não só achávamos que este tempo era um desperdício como um luxo, um a que não podíamos ter direito porque tínhamos de ser produtivos e trabalhar cada vez mais para conseguirmos pagar contas. Na verdade, não poderíamos estar mais errados porque para sermos criativos, produtivos, temos de dizer que não a alguns trabalhos mais vezes e temos de dizer sim ao tempo livre, temos de nos expôr a mais e a novas experiências. Isto não precisa de ser nada radical, as coisas mais simples vão dar-vos ânimo. Nós temos vindo a ganhar alguns hábitos que fazem toda a diferença. Guardar uma hora e ir para um café com o ipad passear no pinterest ou ler blogs num banco de jardim, são pequenos gestos que nos dão vontade de ser e fazer mais.

Agora vá lá, fechem o browser e vão aproveitar enquanto ainda há castanhas na rua, juntem uns amigos e façam disso um evento, deixem-se inspirar e inspirem quem vos rodeia.

beijinhos e abraços,
Raquel & Fred

7 respostas

  1. Essa é a minha única determinação de Ano Novo: sair para a rua!
    E fotografar. Fotografar tudo, fotografar muito, até que as fotografias contem histórias.
    Quando fiquei desempregada fechei-me em casa. Porque estava triste e cansada, porque gosto de estar em casa, porque sou preguiçosa.
    Até que os meus dias se tornaram todos iguais e pouco produtivos.
    Todos os dias fazia as mesmas coisas, lia os mesmos blogs, mas não acrescentava nada de novo à minha vida e chegava ao fim do dia com a sensação de que me tinha faltado tempo para fazer o que devia.
    Continuo a ser preguiçosa e a adorar estar em casa.
    Mas sair faz com que o meu tempo se transforme em mais tempo e em coisas em que pensar e em coisas para contar.
    Que o Ano Novo nos traga novas perspetivas, novas pessoas, novos lugares, novas histórias!

    1. Aconteceu-me exactamente a mesma coisa este ano! mas já decidi, para o novo ano que se aproxima vai ser diferente,já decidi, vou deixar de trabalhar em casa e ter o meu espaço num escritório de uma amiga (arquitecta) esperando desta forma que as coisas mudem.

  2. Que fotografias tão bonitas… não imagino o que seja uma vida sem fins-de-semana, uma vez que durante esses dois dias tento sempre fazer o mundo… Acho que têm que arranjar mais desse tempo para vocês 😉 beijinho *

  3. Olá! Em primeiro lugar quero felicitar-vos pelo blog .. acho que é muito genuíno e terra-a-terra, características importantíssimas nos dias que correm (a meu ver).
    Venho abordar-vos com uma questão: quais ou efeitos ou filtros que usam para as vossas fotografias terem este aspeto vintage/lomo/analógico? Estou farta de experimentar no photoshop com filtros e mais filtros, mas acabo por nunca ficar completamente satisfeita. Se me pudessem dar umas dicas agradecia imenso 🙂

    Continuem o bom trabalho que têm feito e a serem fiéis a vocês mesmo, estão a ir na direção certa!
    Beijinho

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