Muito se tem falado sobre a influência que a internet pode ter nas nossas vidas, ou melhor, das coisas más que ela nos pode trazer. Muito se tem dito sobre as pessoas que vivem preocupadas com as aparências on-line, do esforço que fazem para mostrar as coisas maravilhosas que lhes acontece, e que à conta dessa postura deixam outras tantas deprimidas por não terem uma vida tão perfeita quanto a daquela pessoa que seguem.
Nesta questão existem dois pontos diferentes que devem ser discutidos também em  momentos diferentes.


Primeiro, temos as pessoas que acham uma perda de tempo e um grande problema haver gente que partilha tanto nas redes sociais e perde tanto tempo com elas. Nós, como já todos sabem, somos apaixonados pela internet, o que não faz de nós pessoas menos atentas às relações pessoais que acontecem fora dela. Damos tudo por um jantar com amigos, ou por uma saída para um lanche ou café. Aliás, passamos a vida a suspirar por eles, afinal de contas trabalhamos todo o dia frente ao monitor, e em dias que é impossível sair de casa é através dele também que mantemos contato com vários amigos.
Se passamos muito tempo na internet? Passamos. Mas seria melhor estar a ver a telenovela, passam 3 ou 4 seguidas em cada um dos canais, do que estar à conversa com o nosso amigo que está a viver do outro lado do mundo e que de outra forma só estaria à conversa connosco no natal ou nas férias de verão?
Concluindo, sempre se perdeu tempo com coisas. A televisão, se consumida em excesso ou se mal consumida, pode fazer-nos muito mal, tal como a internet ou tal como os bolos! Antes tínhamos de levar com os conteúdos que escolhiam para nós, hoje nós podemos ter mais controlo sobre o que vemos. Podemos escolher os sites que visitamos, podemos escolher quem seguimos no facebook, instagram, etc… podemos ler blogs que são os nossos favoritos e que partilham os mesmos interesses que nós. Só precisamos mesmo ser cuidadosos e saber selecionar. Precisamos ser inteligentes, não perder tempo com o que não nos interessa e manter um equilíbrio entre as coisas que fazemos na internet e fora dela.

O segundo ponto vai de encontro àqueles que se sentem miseráveis ao acompanhar a vida de outros na internet. Para estes, temos um conselho, não comparem a vossa vida à das outras pessoas, muito menos a este pequeno pedaço que é o que partilham on-line.
Toda a gente tem dias difíceis, toda a gente tem loiça para lavar, tem gripes, tem roupa por passar e situações difíceis para resolver. Enganam-se se pensam que há pessoas sem nada destas coisas chatas no dia-a-dia. Mas, se pensarmos um bocadinho, qual é o interesse em vir barafustar sobre as plantas que tínhamos na varanda e o gato comeu? Ou sobre a camisa branca que ficou toda tingida no meio de uma lavagem e vai direitinha para panos de limpar o pó? Ou sobre o raio dos canos que entupiram? Nenhum.
Nem interessa aos outros nem nos interessa a nós porque para andarmos aqui bem dispostos, e cheios de vontade de acordar todos os dias, temos é de pensar nas coisas boas que aconteceram, partilhá-las com os outros, registá-las para nos lembrarmos delas num dia mais tarde.
As pessoas que mostram coisas boas na internet, nós fazemos parte desse grupo, não deixam de ter as más lá por casa, deixam-nas é lá para trás para as poderem esquecer mais rápido. O que vale a pena lembrar são as boas, e se fizerem esse exercício serão pessoas muito mais felizes.

Falem e partilhem sobre coisas menos boas se já as tiverem resolvido e conseguirem através disso ensinar alguma coisa a alguém. Isso sim, vale muito a pena. Ou então se precisam de ajuda e esperam encontrá-la em alguém que tenha passado pelo mesmo. Mas andar por ali só chateado não vai ser bom para ninguém.

Uma nota para todos os que sentem que a vida só é boa para os outros. Fiquem felizes por aquela pessoa que passou uma tarde de sol maravilhosa no parque, fiquem felizes pela que conseguiu um novo emprego, pela que passou um fim-de-semana fora e fiquem felizes por vocês que também têm de certeza coisas boas a acontecer, só que estão tão distraídos com os outros que se esquecem do mais importante, a VOSSA vida 🙂

22 respostas

  1. acredito que a felicidade também consiste em ficar genuinamente feliz pelos sucessos dos outros. não é fácil, pricipalmente quando tropeçamos no nosso fracasso a toda a hora, mas assim que o fazemos, evitamos tanto sentimento mau… e ainda nos motivamos a procurar pelas coisas boas da vida 🙂

  2. Adorei ler este post! Alias como adorei todos os posts que estão para trás 🙂 🙂
    Subscrevo na integra tudo o que aqui foi escrito!
    Não me deprime nem um bocadinho a vida boa dos outros, pelo contrario, inspira-me e dá-me "ganas" para ser e fazer melhor 🙂

  3. Não podia estar mais de acordo com este vosso texto. A questão é precisamente essa, de que nos vale vir falar sobre o que de menos bom nos acontece no dia a dia?!
    No meu caso o meu blog é a parte bonita da minha vida, na qual se inclui aquilo que gosto de fazer, os meus maravilhosos 3 filhotes, as coisas que me fazem feliz… o que não significa que a minha vida seja só isso.
    E tendo tido gémeas recentemente poderia falar de como dão mais trabalho, de como as primeiras noites foram complicadas, etc… mas sendo que quando estava grávida procurei e desesperei por opiniões positivas e o que encontrei foi apenas testemunhos em nada motivantes, porquê dar mais um desses? Opto então por falar nas coisas positivas, talvez porque também eu seja uma pessoa mais positiva.
    Resta-me dar-vos os parabéns pelo vosso fabuloso blog e trabalho 🙂

  4. Adorei o texto.Concordo plenamente! Devemos partilhar as coisas boas, e a energia positiva…não há nada de mal nisso. Não é para "fazer inveja" a ninguém, mas sim para que as pessoas entendam a importância de valorizar as coisas boas…já chega de problemas no dia a dia não??!!
    Keepup the great work!!

  5. Concordo plenamente! Há momentos que até partilho menos coisas, porque a vida assim o conduz, às vezes a rotina é feita de coisas normais e que não vale a pena estarmos a falar, pois não acrescentam valor. Prefiro partilhar as coisas de que gosto e que vou fazendo, diferentes, felizes, sobre o meu pequenino quando me faz rir, etc.
    Cada um gere "as suas partilhas" como quer, mas acho realmente que podemos dar um contributo com coisas interessantes e que para nós fazem sentido!
    Parabéns pelo excelente trabalho!
    Bjinhos

  6. Só posso concordar.
    Quem quiser partilhar está no seu direito. Pessoalmente inclino-me mais para o que me faz alegre e sorrir.
    Temos esse livre arbítrio, vemos e lemos o que gostamos, seguimos quem gostamos.
    E acima de tudo sentir mo-nos bem. : )

  7. Que post tão inspirador! Eu sinto-me sempre bem pelos outros e quando sinto inveja é sempre da boa. Ver como coisas boas acontecem a quem as merece e/ou faz por isso não me deprime; motiva-me ainda mais!

    E sim, mil vezes ler blogs a noite toda do que novelas e anúncios. Aprendo tanto com tanta gente por aqui. 🙂

  8. Se há coisa que o ser humano tem muita dificuldade é ficar feliz pelo sucesso dos outros, principalmente se na sua vida não conseguir ver nenhum. O problema às vezes é que também não se lembra que se calhar os outros partilham as coisas positivas enquanto eles partilham se calhar as negativas só para espalhar mais negatividade.
    Em princípio todas temos qualquer coisa que correu menos bem num dia, nem que seja uma banalidade como "queimei as torradas" mas devemos é saber olhar para as banalidades boas como "soube-me bem apanhar este solinho hoje" ou "soube-me bem sorrir por causa de tal coisa". Mas os humanos são eternamente seres um pouco negativos que conseguem encontrar 100 coisas más banais do dia e não conseguem encontrar uma positiva nem que seja mais evidente. x)

  9. Concordo plenamente! Já ando neste mundo há algum tempo e sempre tive esse pensamento de me sentir inferiorizada. Mas isso acabou há já algum tempo.

    Adorei o weblogyou, vou seguir 🙂

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