Este post está a ser tão, mas tão difícil de fazer que espero mesmo que consiga passar para esse lado um bocadinho do que vi e vivi nos últimos dias. Quem nos acompanha sabe que fui a Paris, e como era uma daquelas viagens que queria muito fazer a expectativa era alta. Posso dizer-vos já que a cidade em nada me desiludiu, muito pelo contrário, é linda e mágica. Voltei apaixonada por Paris e pelos franceses que tão bem nos trataram, e já sinto saudades de ouvir vários “Bonjour mademoiselle” enquanto andava pela rua. As fotografias, como devem imaginar, são muitas, e tive mesmo de selecionar algumas para o post, tentei ser pouco óbvia e mostrar-vos aquilo que mais mexeu comigo, ainda que não apareça obrigatoriamente num guia de viagem.

Ficámos a dormir na zona de Montmartre, a Raquel Caldevilla já lá tinha estado e disse que era uma zona simpática. Não podia ter dado melhor ajuda. No dia em que chegámos tivemos toda a tarde para passear e por isso decidimos já explorar esta zona. Para quem viu o Fabuloso destino de Amelie Poulain, consegue reconhecer nesta zona vários sítios onde foram feitas filmagens. A zona é linda e cheia de moinhos, e ali em baixo foi onde nos sentamos a beber um café e a comer um doce, no café onde a Amelie trabalhava, o Cafe des 2 Moulins.

 

 

 

 

Esta visita teve passagem pela estação de metro de Lamark, pelo Sacré Coeur (que podem ver em cima) e pelo famoso minimercado do filme, Le marche de la butte. Depois passámos por uma das praças mais animadas de Montmartre, Place du Tertre, cheia de restaurantes, pastelarias e artistas que produzem e vendem as suas peças ali mesmo. Ouve-se música, vêem-se empregados com aventais e bandejas no ar e as boinas também são muitas. Também nesta zona podem encontrar a antiga casa de Van Gogh, e uma das janelas de onde pintou  um dos seus quadros, e vários cafés e cabarets frequentados por Picasso e outros artistas, incluindo o café onde nasceu o cubismo.
Percorremos a Rue Lepic, a Rue des Abbesses, a Rue Lamarck e o primeiro dia deixou-nos logo a suspirar por mais, e isto tudo foi antes de termos visto o Moulin Rouge com aquelas luzes bonitas, naquela que é a Red light district de Paris, a Boulevard Clichy.

No segundo dia, saímos da nossa zona e fomos mais para sul. Já tínhamos um mapa cheio de estrelinhas com o que queríamos ver, e tudo organizado por zonas para rentabilizarmos o tempo. Mas mesmo com todos estes preparativos o objectivo era apenas um, passear muito, caminhar pelas ruas de Paris, conhecer vários sítios e apanhar surpresas pelo caminho. Por este motivo, e porque os dias eram poucos, não entramos em museus que nos levavam horas de viagem só na fila, e a única coisa desse género a que nos permitimos foi subir a Torre Eiffel, e aqui o interesse era ter uma visão diferente da cidade. Na foto em cima a vista de Paris ainda é a partir do Sacré Coeur, visitado no primeiro dia.
O pequeno almoço foi tomado no Frenchie to go, e foi das melhores refeições que fizemos. Tinha tudo um aspecto delicioso e nós comemos doces e salgados. Daqui partimos para a rua Montergueil, cheia de mais restaurantes, floristas, pastelarias, enfim, o difícil era mesmo escolher onde entrar.

 

 

Também fizemos uma visita às Galerias Lafayette, que estão cheias de marcas daquelas que a nossa carteira não nos permite comprar. Por isso andamos por lá a perfumar-nos e a meter creme de mãos, e sempre com os olhinhos para cima a porque o edifício é lindo e vale mesmo a pena ver. Pelo caminho, na zona do Palais Royal, passamos também pela Ópera e por várias galerias que fomos encontrando pelo caminho. A cidade está cheia de passagens, por dentro dos edifícios, e nós mal víamos uma entrávamos. Tínhamos sempre boas surpresas, fossem elas lojas, cafés ou jardins.

 

 

 

 

 

Desde o Louvre até ao arco do Triunfo, fizemos todo o caminho a pé (estávamos tolas e sem perceber o que nos ia fazer aos pézinhos) e por isso vimos todos os jardins de Tuileries, os Champs-Élysées, e tudo o que há lá para o meio. Entramos no Petit Palais que era lindo mas as coisas bonitas eram tantas que seria impossível visitar tudo, aconselhamos por isso um café no jardim interior do palácio.

 

 

Outra das zonas que percorremos foi a zona de Marais, onde se nota uma diferença nos edifícios da cidade, por ter sido uma zona habitada por judeus. Apesar de ser diferente do resto da cidade, nós achamos igualmente bonita. Pelos vistos não somos as únicas porque hoje em dia a zona é habitada por artistas e está cheia de lojas, galerias e cheia de movimento. Fomos dar um olá ao Pompidou, apesar de não termos entrado, a não ser na livraria, porque ainda tínhamos muitas ruas para conhecer e já víamos o tempo a desaparecer.

 

 

 

 

 

Fomos para a zona oposta do rio, Sorbonne, depois de passarmos pela bonita Catedral de Notre Dame, e aqui temos outra zona de galerias de arte, a Ladurée, onde fomos comprar uns souvenirs, e vários cafés e pastelarias. Entre estas coisas todas está a Shakespeare and Company, uma livraria linda de morrer, e de onde foi difícil sair. Obrigada à Inês pela dica maravilhosa.
Em cima podem ver o Parc des Buttes-Chaumont, que visitamos porque a querida Marta Lisboa disse que era lindo (podem comprovar em cima), e de onde partimos para a zona de  Belleville onde encontramos também a China Town Parisiense :p
É uma zona igualmente simpática e que ao lado tem o canal de Saint Martin que resolvemos conhecer de noite, entre crepes e vinho. A zona do canal tem imensos sítios giros para comer e beber. Neste dia comemos muito bem no Les p´tites indécises, um restaurante típico e com gente simpática.
Os jardins de Luxemburgo também passaram pelo nosso roteiro, seguido da rua de Mouffetard, cheia de restaurantes, lojas de queijos e flores. Neste último dia decidimos voltar à zona que mais tínhamos gostado, Sorbonne. Montmartre, acabava por ser explorada todos os dias, porque era a nossa zona, e numa das noites decidimos ir até ao bar do Cinema des Cinéastes, onde estivemos a beber um bom vinho, aparentemente sem turistas à volta. Adorámos o ambiente do cinema e se andarem pela zona devem mesmo entrar. Esta também foi uma das coisas que nos encantou na cidade, a quantidade de cinemas, daqueles que ainda são bonitos e não são como os que praticamente temos nos shoppings todos, e todos a funcionar ainda.
Em cima podem ver duas imagens da nossa casa, um T0 simpático que alugámos no airbnb (para quem precisar de dicas) e que ficava na zona de Montmartre, na Avenue de Clichy, mesmo perto de uma estação de metro, na realidade de várias. A localização não podia ter sido melhor porque estávamos perto de muita coisa e era uma zona já bonita e cheia de movimento.

 

A cidade é linda, as pessoas foram sempre simpáticas e prestáveis (se calhar o facto de sermos duas miúdas ajudou a puxar o lado paternalista das pessoas) e nós viemos com pena por não termos tido mais dias, mas com a sensação de que conhecemos muito. As dores nas pernas são prova disso, mas voltávamos a fazer o mesmo. Aliás, se andarem de metro do ponto A para o ponto B vão perder tanta coisa gira que e da qual ninguém fala, que o melhor que podem fazer é andar muito a pé.
Foi complicado selecionar imagens, resumir tudo, mas seria impossível fazê-lo aqui de outra forma. Também não estive muito presente no Instagram porque queria mesmo aproveitar para descansar e já era difícil querer registar muita coisa com a câmara. Preferi desligar-me um bocadinho e aproveitar para absorver o máximo de coisas e depois sim, falar delas aqui com mais calma.
Antes de terminar quero agradecer a todas as pessoas queridas que comentaram o meu outro post onde falei da preparação da viagem, porque deram-me dicas muito boas e permitiram-me começar a planear a viagem já com algumas coisas em cima da mesa, o que facilitou as coisas 🙂
Quem ficar encantado com este cheirinho deve mesmo lá ir. Nada como ver tudo isto com os nossos olhinhos.
Espero que tenham gostado, e prometo outro post sobre Paris, ainda que não seja em modo roteiro 🙂

 

16 respostas

  1. Que fotografias bonitas amiga!!! E estás tão gira, mas tão gira ao pé do Louvre! Depois quero saber os detalhes todos!! E agora vou ver outra vez as fotografias e imaginar que me estou a passear pelas ruas de Paris também! 😀 Um beijinho dorme cheio de saudades!

  2. Conseguiram captar Paris (para mim a primeira cidade se não existisse Lisboa!). Parabéns. Não se esqueçam de voltar. A cada viagem se apura o gosto.

  3. Nao gostei de Paris quando tinha 15 anos mas com estas fotografias tao bonitas e esse texto tao entusiasmante so tenho a dizer que me convenceste a dar uma segunda chance a Paris.

  4. Eu amei as fotografias e cada dica e pedacinho desse post. Paris é um lugar que eu comecei a considerar recentemente na minha lista de viagens. Já salvei o post para quando começar a programar a viagem. Achei muito legal poder ver aqui os cafés, arquitetura e um pouco da vida acontecendo pela cidade.

  5. Que fotografias lindas e inspiradoras 🙂
    Também estive em Paris no ano passado.
    Foi a primeira vez que lá fui. Adorei !
    Parabéns pelas fotografias 🙂

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