Existiram momentos na minha infância que, sem dúvida, definiram o rumo da minha vida, quem sou e o que faço. Quando tinha 6 anos, peguei na câmara da minha irmã, tranquei-me no quarto e queimei um rolo a fotografar armários, paredes e tectos. Quando tinha 10 anos, juntava-me com a minha prima e fotografava-a. Ela não queria ser modelo, eu não queria ser fotógrafo, não havia facebook ou instagram para as fotos serem partilhadas e alguns rolos nunca chegavam a ser revelados. No entanto, passávamos tardes nisto. Agora somos todos crescidinhos e quando ela me pediu para a fotografar no dia do seu casamento, foi como que um ciclo a fechar-se e eu voltei a ter 10 anos, a queimar rolos.

A última que coisa que quero num casamento de familiares ou amigos, é passar o dia a trabalhar e não celebrar o dia como convidado. Como tal, a única coisa que fotografei foi a preparação e as últimas fotos de solteira da Catarina. Foram umas horas bem passadas, cheias de emoção, sorrisos na cara e lágrimas contidas.

É nestas alturas, de álbuns e coração cheio que percebo que fotografar não é bem é uma profissão, é guardar momentos no coração e que sempre fez parte de mim. Talvez um dia junte algumas das fotografias que costumávamos fazer juntos e as partilhe por aqui, para nos rirmos em conjunto. 

3 respostas

  1. Olá, podiam fazer um post ou vídeo a falar sobre como publicar um livro em Portugal
    Dificuldades, coisas necessárias, etc etc. Uma vez que a Raquel C. já lançou um…

    PS: Acho que isto bugou e comentei duas vezes o mesmo. Se for o caso apaguem um dos comentários.

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