Há sempre uma imagem, um som e uma sensação quando pensam em alguém. Eu quando penso na Raquel, vejo-a assim, em analógico ao som de qualquer música de Belle & Sebastian e sinto o cheiro de café de cafeteira e torradas. 

Há qualquer coisa de mágico em ver o lado bonito de tudo o que nos rodeia, de apreciar o mundo pelo que ele é, sem grandes adornos. A Raquel é assim, é a pessoa que me faz apreciar o cheiro das castanhas da rua, o quão bonito é a chávena onde bebo chá, o quão inspirador é conhecer o sapateiro da esquina, o quão feliz é ter flores frescas em casa e quão perfeito é ter as mãos sujas de carvão depois de uma tarde a desenhar. 
Há quem faça uma lista daquilo que quer ser e a cole no tecto, por cima da cama, ou faça um recorte do seu herói e o cole no frigorifico para se lembrar todos os dias de ser mais e melhor. Eu não preciso de recortes nem listas, tenho a sorte de ter tudo isso na Raquel, de ser inspirado todos os dias e de almejar, um dia, ver o mundo tão bonito como ela vê.
Em jeito de brincadeira, costumamos dizer que o destino quis que nos casássemos sem papelada. Estamos lá nos momentos bons? Sim. Estamos lá nos momentos maus? Sim. Estamos lá na saúde e na doença? Sim. Partilhamos o que de melhor temos um com o outro? Sim. Então, mesmo não sendo a alma gémea um do outro, posso garantir-vos que há uma boa fatia do meu coração que lhe pertence.
Obrigado por fazeres de mim uma melhor pessoa.
Parabéns querida Sócia *

16 respostas

  1. Adooooooooro! A fotografia analógica e a descrição! Associar cheiros a pessoas é engraçado e ser café de cafeteira e torradas é muito engraçado <3

    Feliz Aniversário 🙂

  2. Querido Fred, ao ler isto sobre a minha menina os meus olhos ficaram em mar, obrigada por fazeres parte da vida dela! ☀
    Bjs
    Linda Bastos

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