@jeannedamas

Já falámos várias vezes do Instagram, da forma como nos perdemos em fotografias bonitas, que nos inspiram e que nos dão vontade de saltar da cama. Nós, enquanto designers apreciamos boas imagens, e claro que somos um bocadinho condicionados por aquilo que sabemos de composição e edição de imagem, no entanto, podemos apaixonar-nos por fotografias que foram feitas sem preocupação nenhuma, e é sobre essas que vos venho falar hoje.

É muito fácil seguir fórmulas, copiar registos e praticar muito até conseguirmos de facto fazer aquilo que queremos com perfeição. No caso de alguns isso acontece naturalmente, porque de facto têm algum jeito para a coisa, porque a cultura visual já é muita, ou porque o trabalho já os fez fazer tanto que as coisas agora simplesmente acontecem. Para outros as coisas são mais fabricadas, e eu venho a sentir algum cansaço por ver mais do mesmo tantas vezes. Por esse motivo, dou por mim a sentir mais vontade de ver coisas “imperfeitas”, genuínas, honestas e que foram feitas porque sim, sem pensar muito. Hoje vou mostrar-vos 3 contas que sigo, e das quais gosto muito, porque não querem ser como ninguém, a não ser como elas mesmas.

Ali em cima, vemos fotografias da Jeanne Damas. A conta desta parisiense, seguida por milhares, está na realidade a marimbar-se para a questão da boa fotografia, e é por isso que para mim é tão interessante. Eu sei que o que vejo não é fabricado, aconteceu ali e assim, nem que seja com um fundo de flores ou numa bomba de gasolina. Para quem não conhece a Jeanne Damas está ligada à moda, mas nem por isso o Instagram é invadido por marcas ou publicidade. Espreitem a conta e vejam como é a vida boémia de uma It girl francesa 😉

Estas fotografias que aqui vêem em cima são da Samantha Leaden. É uma conta com muito poucos seguidores, e onde mostra imagens do trabalho, das peças bonitas que faz, e do dia-a-dia. Eu confesso que no meio de tantas fotografias, que me parecem ser publicadas logo depois do primeiro disparo, apaixono-me por muitas que acho mesmo, mesmo bonitas.
Esta é uma das contas que me atrai pela simplicidade e pela honestidade da autora. Gosto muito de a seguir e gosto que não haja aqui preocupação alguma.
Esta última conta deve ser a conta mais perfeitas, das contas imperfeitas, que vos mostro hoje. A Stephanie Rudy é fotógrafa, e por isso não podemos pedir-lhe muito desmazelo. Mas o que eu gosto nesta conta é que os ambiente são dos mais variados, uns cheios de luz, outros muito escuros, mas tudo é coerente e bonito. Vemos a casa, vemos um passeio que deu, vemo-la a servir-se de café ou com amigas. Vemos pessoas! E isto faz-nos sentir próximos dela e dos dias que passa.
Como vos disse, esta conta está muito próxima da perfeição, mas por vários motivos sinto que é muito ligeira na preocupação que tem com as fotografias que publica. Se ela é fotógrafa é natural que isto já lhe corra sempre muito bem 😉
Há por aí alguém com contas de Instagram que se aproximem destas?
Adorava conhecer mais algumas 🙂
Raquel

3 respostas

  1. Se envolver trabalho foge ao que pretendem? Sou recém-chegada ao instagram e percebi de imediato que estava a perder um mundo encantado de imagens. Gostei de todos os exemplos acima. Dilema inicial que se mantém 'misturar imagens do quotidiano com trabalho, ou não?' Há uma linha ténue que separa o fazê-lo bem do fazê-lo menos bem. Ando a explorar. Continuo a ter uma conta única… o meu perfeito imperfeito, o meu caos (des)organizado. https://www.instagram.com/miana.lab/ Obrigada pelas partilhas.

    1. Olá olá 🙂

      Podes e deves misturar trabalho, principalmente se for processo. Geralmente só ficamos mais desinteressados, quando sentimos que nos estão sempre a tentar vender coisas. Mostrar o processo ou até o produto final, sendo genuíno, é sempre bem-vindo.

      Um beijinho *

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