O Verão chegou e com ele vem também a época de casamentos.
Este post é sobre eles, e quero começar por dizer que é um post muito pessoal, onde quero apenas falar sobre coisas que me têm passado pela cabeça, sobre as quais tenho pensado, e gostava de saber a opinião de quem nos lê, casou ou quer casar. Não tenho nada contra casamentos, quero logo começar por dizer isto, e gosto muito do significado que têm. Mais do que isto, é bonito ver pessoas felizes, a celebrar a vida e as coisas boas que ela nos dá.

Já sabemos que chega a uma altura na nossa vida em que todos os nossos amigos começam a casar, depois vem aquela fase em que todos têm filhos, e é por estas alturas que nos vemos a participar nestes dias tão especiais e que ficarão nas memórias de todos. 
A minha questão com os casamentos vai aumentando de cada vez que vou a um. É um tipo de festa que conhecemos desde pequenos, são todos muito parecidos, será que daqui a 20 ou 30 anos vamos mesmo conseguir distinguir uns dos outros e sentir que o casamento do primo António foi assim tão especial?

Neste dia, a noiva casa de branco, os convidados são mais de 150, a festa faz-se numa quinta e as horas da festa duram mais do que um dia de trabalho, podem ir assim até às 14 horas. 
Eu, que adoro festa, fico cansada só de pensar no tempo que tenho para tratar da roupa, do cabelo e da make up, da espera pela cerimónia, a espera pelo cocktail, e depois a espera pela dança infindável de comidas, e depois o abanar das ancas exigido ao som do último sucesso musical vindo da novela das 9, coordenado pelo animador de festas que vai gesticulando enquanto todos o acompanham para a esquerda e para a direita.
Pensem comigo, assim em 1985 uma cachopa decide fazer uma festa de aniversário. Para esse dia decidiu que o encontro seria às 17h, numa garagem, e haveria porco no espeto e cerveja. O bolo, esse decidiu só cortar à meia-noite, e como era um bocadinho excêntrica decidiu lançar alguns foguetes à mesma hora. Esta pessoa fez assim o aniversário (pode mesmo ter acontecido) e depois disso? Foi mesmo bom! Soube bem a toda a gente, mas não significa que se tenha passado a fazer todos os aniversários assim. O porco no espeto e a cerveja não são obrigatórios em nenhum aniversário, nada é, então porque é que nos casamentos as coisas acontecem exactamente da mesma forma, e estarmos num casamento em 2016 é o mesmo que estarmos num em 1992?

E pronto, esta é a questão que me faz alguma comichão. Nada mesmo contra casamentos, ando é desejosa de ir a um que faça tudo ao contrário, que não se deixe levar por um plano que alguém fez há não sei quantos anos atrás, e que seja mesmo uma festa à imagem daqueles que vão casar.
Não me imagino a casar, mas se calhar digo isto porque não me revejo neste dia. Quando ouço pessoas que fizeram coisas diferentes, quando vejo imagens que me levam para outros sítios, já consigo imaginar-me a casar, mas o meu casamento não teria de ser igual ao das minhas primas que casaram nos anos 90. Nada contra esses, mas em mais de 20 anos as coisas poderiam ter mudado mais.

Nesta altura as quintas de casamentos eram uma novidade, até aqui ia tudo recambiado para um restaurante, e a quantidade de comida era de facto um ponto a favor. Porque naquela altura não havia o exagero de coisas que hoje há diariamente em nossas casas. A qualquer altura vamos comer fora, não nos privamos de comer o que mais gostamos e até em casa temos talheres de peixe e de carne (um luxo) por isso esta festa, este abuso de coisas, é um bocadinho desajustado para quem já tem tudo. 

Este post serve apenas para ouvir as vossas opiniões, e adorava também que me chegassem relatos de casamentos únicos feitos por cá. Para os que pensam casar, e que ainda não se tinham questionado sobre muita coisa, pode ajudar-vos a pensar neste dia de outra forma. Seja qual for o vosso ideal de casamento bonito, façam-no à vossa imagem, sejam honestos convosco e tenham nesse dia, por perto, as pessoas e as coisas que mais gostam.
Há coisas que podem e devem ser ajustadas a cada um, e não estou a falar destas coisas de um ponto de vista financeiro, mas sim de significado. No dia especial, deveriam estar presentes as pessoas que fazem realmente parte da nossa vida, deveria ser servida a comida que mais gostamos, e num sítio lindo e acolhedor para nós e para aqueles que nos são próximos. Em tudo isto vejo uma preocupação maior com a quantidade. Mais convidados, mais comida e uma quinta maior. Se calhar poderia ser tudo mais ao contrário e não seria pior por isso.
As imagens são para vos encher os olhinhos, vieram todas do Hello May, eu vejo-as e fico logo com vontade de fazer festas. Neste fim-de-semana tive um casamento que acabou da forma mais bonita, com balões de São João largados mesmo ao lado do rio Douro e com uma lua gigante! Para mim são coisas como estas que nos ficam na memória e que nos arrancam sorrisos. 
Seja a festa de uma forma ou de outra, preocupem-se convosco, não com o que os outros vão pensar e sejam felizes! O que importa é a festa dos dias depois da festa 🙂

10 respostas

  1. O meu casamento foi diferente dos outros. Mas não o diferente que procuras.
    Não queríamos uma festa centrada em nós. Sem dizer nada a ninguém, fomos os dois ao civil, assinámos o papel e pagámos.
    E estamos casados. Quando organizarmos o batizado de um filho, aí aproveitamos para casas pela igreja..

    1. Falei de festa porque normalmente as pessoas querem mesmo festejar com amigos e família, e não entendo porque é que a festa tem de ser sempre no mesmo formato. Mas também acho lindo quando um casal decide casar e não precisa de festa nem de bolo nem de mil convidados. O casamento já carrega muitas coisas em si mesmo 🙂

  2. Eu concordo plenamente contigo. Eu gostava de me casar, mas se não o fizer não vou deprimir, de todo, por causa disso. Sou contra o sentido religioso do casamento e isso, logo à partida, elimina certos aspectos que eu considero irritantes num casamento, como o casar de branco, ter um véu, ser acompanhada ao altar pelo pai, as missas infindáveis… tudo o que objectifica a mulher e que nos foi incutido pela religião.
    Gosto do casamento como acto romântico, pelo significado que tem nessa perspectiva, por conviver com amigos, família, porque o que faz o casamento é o convívio, a quantidade e qualidade da comida só interessa aos "atrelados" desconhecidos tipo a namorado do primo não sei quê com quem nós nunca sequer falamos ahah
    Se me casar um dia quero, evidentemente, um casamento à minha maneira, com as pessoas que interessam, vestida de uma cor que goste mesmo. O resto vem por acréscimo.
    Beijinho.

    1. E se acontecer assim vai ser bonito de certeza 🙂
      É exactamente o que eu sinto, mas acho que mesmo quem quer um casamento religioso pode fugir um bocadinho a uma série de coisas e fazer um casamento diferente na mesma.

      Lá fora vemos muitos diferentes, pode ser que por cá as coisas mudem num futuro próximo.
      beijinhos!

  3. Ando a sofrer do mesmo dilema… não me identifico com os casamentos tradicionais, não gosto de ser o centro das atenções, e não me imagino nesse papel. Por outro lado gosto do factor da festa, e acho que esse dia devia ser comemorado com a família e amigos próximo. Um dia gigante e super animado, divertido e só de bons momentos. Um dia que seja só nosso, para ficar marcado e ser relembrado. Já me contaram de picnic's e de festas muito simples um pouco a fugir ao tradicional… mas ainda não chegamos a uma ideia ou local que tenhamos dito: "é isto!!" Uma coisa sabemos, tem que ser à nossa medida e o nosso espelho!
    beijinho

  4. Olá!
    Namoro há mais de 5 anos com o Gonçalo, vivemos juntos há mais de 2. O casamento nunca foi uma ambição nem um "fora de questão". Com o crescer da nossa relação e com a vontade crescente e diária de ficarmos juntos até velhinhos, de criarmos seres humanos juntos e de crescermos através do espelho que somos um do outro, decidimos casar, isto é, fazer uma celebração do nosso amor, assumir este compromisso perante a nossa família e os nossos amigos. Festejar a vida, a união, o amor e as pessoas que temos junto de nós.
    Ficamos noivos no início do Junho e aqui começa a questão "vão casar já este ano? normalmente marca-se com 1 ano de antecedência". Hmmm. Mas nós queremos casar agora.
    Catering vegetariano. "Nem um prato de bacalhau?" "E o que os convidados vão dizer?" Como assim? Se nós não queremos animais mortos na nossa festa, quem tem de dizer o quê?
    Queríamos casar em casa, mas as tendas são caríssimas!
    Andamos a ver quintas que são todas iguais e normalmente muito feias.
    Encontramos uma com a qual nos identificamos muito, que é praticamente ao lado da nossa casa, com a mesma vista que a nossa casa. O preço é absurdo!
    Não nos faz sentido nenhum reduzir na lista de convidados que já é sucinta e objectiva. Então, como fazer?
    Desconstruir tudo é possível – alugar espaço, catering externo, serviços caseiros – bolo feito pela madrinha, fotografias tiradas pela cunhada, etc. Mas tudo somado vai parar ao mesmo e temos TODO o trabalho.
    O que estamos a fazer para ser tudo à nossa medida é personalizar cada momento, cada detalhe com quem nós somos. Acho que só assim conseguimos que seja a nossa festa.
    Não está a ser fácil. Há vários momentos de tensão e de dúvida, alternados com momentos de entusiasmo e euforia. É uma roda viva de emoções esta preparação que acaba por nos fazer crescer mais um bocadinho como casal 😉
    Beijinho

  5. Olá Raquel, também me identifico muito com o teu post!
    Ando a pensar fazer uma festa para celebrar a nova família que quero iniciar com o meu namorado e só sei a 100 % que não quero nada do que tenho visto 🙂

    Não somos religiosos por isso a parte da igreja está eliminada e quanto ao resto só sabemos que queremos uma festa grande e divertida, para estar com os nossos amigos todos e família e festejar as coisas boas da vida!
    Deixo aqui como inspiração um blog de Lisboa de um grupo de meninas que fazem casamentos diferentes!
    https://sweetrebelbride.com/

    Quem o escreve, a Luísa, teve um casamento mesmo diferente e inspirador, foi vestida de vermelho e a festa foi numa sala de espectáculos de Lisboa.
    http://www.doceparaomeudoce.com/

    Tudo para concluir.. Sim é possível ter um casamento diferente 🙂

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