Estamos em Setembro, temos vários meses pela frente até começarmos outro ano, e faltam outros tantos até que eu possa ter novamente férias. Descansei imenso nas férias, estive longe de redes sociais, como vos disse aqui, e ainda assim não consegui voltar fresca como uma alface ou como planta bonita que ali está em cima . Noutra altura teria simplesmente ignorado tudo isto, mas hoje preocupo-me mais com o que sinto do que com o que visto de manhã e ,por muito parvo que isto possa ser, acho que a maioria das pessoas se preocupa mais com a segunda questão.

Depois de ter pensado muito sobre o assunto, percebi que há uma coisa que me deixa ansiosa, que não me deixa focar e, acima de tudo, não me deixa descansar, o Facebook.
Consulto o facebook de manhã e ao final do dia, é raro distrair-me com ele no trabalho e por isso não é um problema para mim. Instalei até uma app no computador que me diz no final do dia onde perdi tempo, e acreditem que a maioria dele é mesmo a trabalhar, a app comprovou e eu fiquei feliz. Quem vai comigo passear ou jantar também percebe que nunca deixo uma conversa a meio para olhar para o telemóvel, não considero por isso que tenha um problema como o que muita gente tem. Mas é inevitável, umas duas visitas por dia acontecem e esta sala cheia de gente começou a causar-me alguma ansiedade.

Esta presença constante de milhares de pessoas ali ao lado, esta visita diária a um sítio que não tem silêncio, onde todas as pessoas repetem notícias que ouviram, com o seu parecer, onde tantas outras as comentam, onde toda a gente quer dizer qualquer coisa, tira-me o descanso e afecta mesmo o meu dia. Eu lembro-me da vida sem este burburinho, e acho que gostava mais disso porque sobrava-me mais espaço mental para outras coisas e para estar “sozinha”.

Há quem partilhe o que almoçou, há quem queira dizer que está de férias ou tem uns sapatos novos, e há quem discuta assuntos sérios. Não tenho nada contra nenhuma destas coisas, se calhar já fiz publicações de todos os géneros, o meu problema é mesmo a quantidade de publicações e informação, mais ainda numa altura em que as coisas estão descontroladas e recebo notificações de amigos e de estranhos. Já tentei organizar a coisa de mil e uma maneiras, para ter no meu feed quem realmente me interessa ouvir, mas a tarefa parece ser impossível e acabo até por não receber notícias das pessoas que queria seguir como familiares, amigos e pessoas que estiveram connosco em workshops. Pessoas do Facebook, não sei qual é o algoritmo mas não está a funcionar comigo.

Ontem comentávamos aqui em casa que nos dias de hoje as notícias parecem ser sempre más, sabemos de coisas horríveis todos os dias e o mundo parece andar zangado. Concluímos também que é provável que não estejam a acontecer mais coisas más do que há uns anos atrás, temos sim acesso a mais informação, temos mais “jornalistas” e mais opinião.
Há um local que evito pelo bem da minha sanidade mental, a caixa de comentários de jornais online, porque normalmente o lado mais estúpido da humanidade está lá a comentar em vez de estar a fazer qualquer coisa mais importante, infelizmente sinto o mesmo no facebook e aqui é mais difícil fugir aos comentários.

O Facebook é o local que tira o melhor e o pior das pessoas. No Facebook mostra-se o lado mais feliz da vida, mostramos as viagens que fazemos, os restaurantes que visitamos, mas é o lugar onde não há um “com licença”, um “desculpe” ou um “obrigado”. No facebook todos querem falar ao mesmo tempo e o importante é deixar bem claro qual é a nossa opinião, mesmo que isso signifique atacar alguém. Na rua ou no café isto não é bem assim, e por isso acho que prefiro manter-me nesses locais onde a boa educação ainda vai existindo.

Não falo de redes sociais no geral, e decidi afastar-me do Facebook em particular, porque felizmente existem outras com “menos barulho”, outras onde até posso estar sozinha, longe de comentários, opiniões, e tanta gente, como é o caso do Pinterest ou do Instagram que também parece um paraíso ao lado do Facebook. Eu espero alcançar a paz que procuro deixando para já só uma delas.

Fiquei com mais tempo livre, fiquei mais leve, e começa a crescer em mim a  vontade de fazer bons conteúdos para partilhar aqui no blog, neste sítio sossegadinho onde as coisas não fogem no tempo, onde ninguém se trata mal e onde não aparecem caixas e caixas de coisas a chamar por nós. Vou ter mais tempo para acompanhar os blogs que gosto, e que ficam muitas vezes para depois, e vou poder seguir os sites de inspiração que entretanto ficaram esquecidos. Vou poder escolher o que vejo, porque o Facebook é mil vezes pior do que um canal generalista da televisão, nada se escolhe, aparece-nos tudo à frente.

Sendo assim, continuarei por aqui e pelos outros sítios todos, e espero mesmo sentir-me melhor com esta mudança. Não é definitivo, é uma experiência sem prazo de validade. Há sempre um medo associado a afastarmo-nos destas coisas, não é? Neste momento eu estou com medo de me afastar de mim mesma e de me perder mais ainda. Se sentirem o mesmo, e se quiserem partilhar a vossa experiência, contem-me coisas. Também posso ir falando das mudanças que sentir por aqui 🙂

Aliás, tenho muitas pessoas queridas no Facebook, dessas vou ter saudades, e espero poder ir acompanhando coisas noutros sítios virtuais e continuar a falar convosco <3

28 respostas

  1. Também já quis deixar o facebook muitas vezes, pela enorme parvoíce que por lá vou vendo… Mas a verdade é que também só o uso para questões profissionais, não ligo a comentários e não partilho grande coisa… para partilhar as melhoras coisas dos meus dias, sem duvida que o instagram é um sitio muito mais bonito para o fazer. Como te compreendo Raquel. Vamo-nos vendo por aqui. Beijinhos.

    1. A questão do trabalho foi a única que me fez resistir durante tanto tempo e não tomar esta decisão mais cedo. O importante é cada um de nós encontrar o equilíbrio e sentir-se bem assim 🙂
      Um grande beijinho, Ana!

  2. tão bem resumido =) apesar de continuar presente também eu me tenho vindo a afastar lentamente do fb. o barulho de que falas também a mim me causa confusão e me distrai do que é mais importante. continuam a aparecer aas minhas publicações, que faço no instagram e strava, que vão lá ter… de resto nem ao mural vou ver o que se passa, vejo as memories e pouco mais. continuo a acompanhar as tuas coisas bonitas por aqui e pelo instagram, como sempre fiz.
    um abracinho <3

    1. E eu também continuo a encontrar-te pelo Instagram 😉
      São poucos dias ainda de experiência, e na data de publicação deste post quis partilhar no meu pessoal para que ficasse ali o registo, mas já noto uma diferença enorme e positiva!

      Um beijinho! <3

  3. olá 🙂 ando com a mesma vontade (quase necessidade, ou pelo menos parece que assim se vai tornando), mas tenho uma dúvida: quando o apagas consegues recuperá-lo um dia, se quiseres? com as pessoas que tinhas? não consigo perceber bem isso quando pesquiso e é aquilo que me tem feito hesitar. tenho quase a certeza de que neste momento me faria bem, mas não queria apagá-lo para sempre e perder as ligações que tenho.
    ainda bem que o fizeste. não há nada pior do que sentirmo-nos afastar de nós próprios, e de nos perdermos pelo caminho. e todo o ruído que possamos calar (no fb e noutros sítios e contextos) só nos ajuda.
    já pensei em não apagar e simplesmente tentar disciplinar-me para não ir lá, mas é muito difícil 🙂 por isso queria uma solução mais definitiva, mas que não fosse final (pelo menos é o que penso agora).
    beijinhos e obrigada!
    joana (paes)

    1. Olá Joana,
      como não quis ser radical e disse sempre que era uma experiência, acabei por nem o apagar e fiz questão de deixar lá este post para que se percebesse o porquê da minha ausência. Mas sei que podes desactivar a conta e voltar activar quando quiseres, mantendo todos os teus contactos 🙂

      Provavelmente farei isso daqui a uns meses, quando confirmar esta minha vontade, até lá o importante para mim é não entrar em contacto com a rede. No computador não acedo e no telemóvel apaguei a app. Também desactivei do calendário a informação que caía diariamente de eventos e aniversários, por isso, mesmo não tendo desactivado a conta, já me sinto desactivada :p

      beijinhos!

      1. olá 🙂
        engraçado, ainda não tinha lido a tua resposta e estou a fazer exatamente o mesmo! a única app que mantive no telemóvel é a do messenger, porque há pessoas com quem comunico por aí, mas apaguei a app Facebook e há já vários dias que não acedo de todo, nem a partir do computador. e está a saber-me tão bem! ao princípio era estranho, porque tinha mesmo o hábito (vício?) de me ligar, mas quanto mais dias passam melhor sabe e mais fácil é 🙂
        beijinhos, querida raquel!

  4. Exactamente o que eu penso, muito bem explanado.
    Como escrevi no Instagram, são os grupos e apenas os grupos que me mantêm no facebook. Tenho grupos de família, de mamãs, de ambiente, … E nesta fase de mudanças, a vários níveis, têm-me dado muito jeito.
    Também tenho a dúvida da Joana: é possível arquivar o nosso perfil e um dia, se quisermos voltar, recuperá-lo?

    1. Pois, é uma pena que a app dos grupos tenha desaparecido, também me poderia dar jeito porque tenho pelo menos um que não queria deixar.
      Mas sim, podes desactivar e activar a qualquer momento 🙂

      Desactivando deixamos de ter o messenger e isso sim poderá continuar a dar jeito ter no telemóvel, eu ainda o mantenho porque é um chat isolado de tudo o resto. Por isso mesmo decidi não ser tão radical para já e está por ali a página em águas de bacalhau :p

  5. Olá! Já não sei se este mês faz 3 ou 4 anos que cancelei a minha página de FB.
    Apesar de na altura haver coisas positivas,nomeadamente chats que mantinha com algumas amigas onde só dizíamos parvoíces e era um fartão de rir, a grande maioria dos conteúdos não me interessava para nada, não acrescentava nada à minha vida e comecei a achar que era pura perda de tempo. Até mesmo os chats começaram a interferir com o rendimento do meu dia a dia, uma vez que não era suficientemente disciplinada para me desligar pois queria estar sempre a par das conversas.
    20 minutos, supostamente só para espreitar, transformavam-se facilmente em 2 horas sem eu dar conta!! Mas houve um dia , depois de entrar no FB e só ver inutilidades pensei ” mas porque é que eu ainda perco tempo com isto?” e naquele instante decidi apagar a minha conta. Desde então No regrets!
    Sinto que ganhei muito mais tempo de qualidade. Leio mais, entretanto aprendi crochet e a bordar e foco-me mais em mim e na minha família, estando mais presente e não completamente alienada.
    Comparo muitas vezes o FB a um buraco negro que suga momentos tão preciosos das nossas vidas. Há tanta coisa gira para fazer, coisas novas para aprender! Não tenham dúvidas, depois de se decidirem não vão lamentar e vão até sentir um alívio!
    Sobre se dá ou não para reactivar, penso que sim, durante 1 mês ou assim mas não tenho a certeza.
    Beijinhos para todas

    1. Que bom ler o teu comentário Dulce! Eu já me sinto aliviada e pouco tempo passou e é mesmo uma sensação de leveza este estar longe. Espero seguir o mesmo caminho que tu e não concluir mais nada com o passar do tempo.
      Para já sinto que estou mais leve no trabalho também e tenho aproveitado mais as horas livres, com paciência para fazer coisas que antes não fazia tanto.

      Beijinhos!

  6. Confesso que já pensei muito e consegues escrever muito daquilo que penso mas também é o Facebook que me facilita bastante a comunicação no blogue. Como uso não é possível ter a página sem perfil pessoal, ainda me vou mantendo por lá…

    1. Sofro do mesmo problema e por isso uso a aplicação Pages para gerir a página do meu blogue sem ter de passar pelo mural do Facebook, essa trash TV dos tempos modernos. Para quem precisa gerir grupos, que também é o meu caso, uso outra aplicação, Grupos e ainda a Adverts para quando faço publicidade na página. Passam-se semanas sem ter de espreitar o Facebook e, ao fim de uns tempos, já nem usamos no desktop. As aplicações funcionam na perfeição 🙏🏻

      1. É exactamente o que ando a fazer 🙂
        Não consegui encontrar nenhuma para os grupos, achava mesmo que já tinham desistido. vou voltar a pesquisar!

    2. Hoje já é possível termos páginas sem perfis pessoais 🙂
      Não sei como será com a conversão, uma vez que a tua começou a partir de uma pessoal, mas dá e por isso, quando estiveres mesmo com vontade de deixar, vale a pena investigar 😉

      Eu continuo a gerir a página do WBY, mas uso o Facebook Business que só me mostra mesmo as ferramentas de trabalho da página, é perfeito!
      Vou falar disso aqui no blog também 😉

  7. Adorei o teu comentário querida Raquel e identifico-me com imensa coisa, preferindo outras redes sociais, mais soft e aparentemente mais educadas. Revejo-me!! Tenho andado quase incógnita e prefiro apenas comentar e aprender nos grupos dos meus interesses. Beijinho grande e espero vermo-nos em breve. Xi-<3

    1. Joana, pelos vistos somos muitos a viver assim nesta tentativa de fugir ao barulho 🙂
      O importante é encontrarmos o equilíbrio e sentirmo-nos mesmo bem. Acredito que muitas pessoas não se sintam bem, por vários motivos, e que se deixem estar sem tentarem perceber o que podem mudar. Um grande beijinho!

  8. Apaguei a minha conta vai para 5 anos. Sou viciada em blogues, e talvez em histórias e informação no geral. Passava demasiado tempo a tentar descobrir sempre mais e mais. As políticas do FB já na altura não me agradavam e tive demasiado tempo para entrar no Instagram mas não consegui resistir.
    Relativamente aos comentários, se a conta for desativada e passarem 14 dias em teoria não se consegue recuperar nada. Mas há possibilidade de fazer o download de tudo o que já esteve no Facebook, conversas, fotos de perfil e mural.
    Como em tudo na vida o segredo há-de estar no equilíbrio, mas para mim estava a ser impossível. Ainda assim reconheço que nalguns casos é uma excelente ferramenta de trabalho.

    Um beijinho,Lu

    1. Eu achava que tinha uma relação com estas coisas equilibrada. Não acedia muitas vezes, quem está por perto sabe que não era mesmo dependente do facebook, mas é como dizes, estava mesmo a ser impossível. O bocadinho que ali ia, porque achava que tinha de ser até por motivos profissionais, já mexia comigo. Depois queres ir ver uma coisa e vês várias, é muita coisa e comecei a ter mesmo cada vez mais certezas de que não queria ali estar. Fui deixando, e ao fazer isto os bocadinhos começaram a irritar mais ainda :p

      E assim se toma a decisão mais a sério 🙂
      Como já disse em comentários mais acima, continuo a gerir o WBY no facebook, acedendo a outra plataforma que não me dá acesso à rede, só à página e ferramentas de trabalho, tem sido muito bom assim!

      beijinhos <3

  9. De tudo o que escreveste, gostei imenso desta frase “porque o Facebook é mil vezes pior do que um canal generalista da televisão, nada se escolhe, aparece-nos tudo à frente.” e aqui acho que acertaste na mouche. É mesmo isto. Todos os dias somos bombardeados com informação que nos cansa o cérebro e muitas das vezes não damos sequer conta. È a publicidade nos outdoors, nos vídeos no Youtube, no FB, no IG… o Google sabe de tudo o que pesquisamos e dá-nos o que acha que queremos ver, mesmo sem pedir. Depois são os comentários, as notícias, as opiniões que cada um acha que precisa de dar, senão o mundo fica um lugar menos justo. As notícias que são mal escritas, as notícias que são enganosas… tudo nos entra pelos olhos e cabeça adentro, sem pedir licença. E o que mais precisamos numa altura destas é precisamente de silêncio. Esse silêncio que é tão precioso e que muitos não sabem que precisam, nem sabem lidar com ele.

    1. Ainda ontem ouvi o Ricardo Araújo Pereira, comentar o último drama da internet com os manuais de exercícios da Porto Editora, com versões para meninos e meninas. A internet zangou-se porque a editora fez uma versão mais simples para as meninas, supostamente com menos capacidades do que os rapazes. As partilhas foram imensas, a editora foi obrigada a retirar do mercado os livros, e agora percebe-se que só havia uma página diferente, aquela que foi partilhada milhares de vezes, que tinha um labirinto desenhado. O labirinto até estava diferente porque os livros foram desenhados por pessoas diferentes (que provavelmente nem viram a versão do colega) e por isso nem havia nada assim de tão grave com o livro.

      Parece-me errado haver um livro para cada género, mas a zanga não começou por aí, começou porque o das meninas era bem mais simples. Mas se afinal só uma página é que era assim, justifica-se todo o alarido?
      Eu só penso no tempo que perdemos tantas vezes em manifestações no facebook, muitas delas baseadas em factos duvidosos, este é só um exemplo das coisinhas que consomem o nosso tempo por ali. Existem também discussões sérias e causas justas, mas já é tão difícil filtrar o conteúdo que mais vale fugirmos dele.

  10. Como é bom ver que mais pessoas sentem o mesmo e ponderam decisões destas!
    Este é um assunto sobre o qual já falei com várias pessoas próximas, e sobre o qual comecei até a escrever uma publicação no blog que ainda tenho em rascunho.
    Cheguei a ponderar fazer o mesmo e a minha preocupação era gerir as páginas no Facebook, mas também vi que é possível fazê-lo sem ter um perfil pessoal. Ainda assim acabei por mantê-lo mas fiz algo que me tomou algum tempo mas valeu a pena – criei uma lista de amigos na qual adicionei todas as pessoas que realmente me interessam acompanhar por lá. Fiz bookmark à página e agora sempre que acedo ao Facebook é através desse link directo e nunca pela home page. Livrei-me de muito ruído. Também percorri todas as páginas que seguia e eliminei imensas.
    “Curar” a rede social foi trabalhoso mas valeu a pena! 🙂

    1. Também me passou pela cabeça essa solução 🙂
      Ainda bem que o fizeste! Esse tempo investido já teve de certeza retorno. Acho que a tendência vai ser esta mesmo, gradualmente vamo-nos começar a fartar todos, e ainda bem! 🙂

      Um beijinho, Sofia!

  11. Olá Raquel 🙂 há já algum tempo que não fazia uma visita ao v/ blog. Hoje lembrei-me do “we blog you” e passei por aqui e, como nada acontece por acaso, já percebi porquê: este post! Fez-me tão bem lê-lo, senti-me “bem-vinda ao clube”. Sempre senti o fb como um agente poluidor! É tão raro eu entrar no feed do meu perfil, mais raro ainda fazer publicações. Vou lá para aceder às páginas relacionadas com a minha actividade profissional, de resto, quase nada. Faz-me muita confusão a forma como a maioria das pessoas se expõem e regurgitam palavras, agressivas, abusadoras e idiotas. Isto ou uma feira de vaidades, também não há pachorra! Mas também tenho por lá gente bonita, inteligente, que sabe muito bem fazer o correcto uso da rede, e é por esses que permaneço. Já com o meu “Lado B” é diferente, como é muito específico e direccionado, a coisa não chateia… pronto, tb há algumas que prefiro não ver, mas é diferente, prendem-se com o sentido de “bonito” ou de criatividade, mas não me atingem o coração, nem a sanidade, de todo. Raquel, obrigada por esta excelente partilha, já não me sinto “aquela pessoa esquisita e outsider que não faz uso do fb” 🙂
    Desejo-vos dias felizes!

  12. Partilho em todos os aspectos da opinião. Eu nem nunca fui activa no facebook porqu devo acrescentar que nem se consegue uma lista de amigos que possam ser tratados de igual modo com as nossas portagens… ler blogs que nos entusiasmam pela mensagem pela escrita e opiniões é de todo mais saudável para o nosso sentir de bem estar e gestão de tempo. Bem haja.

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