Não me lembro de precisar tanto de férias como neste ano (e já estive 4 anos sem fazer férias). Sentir-me desorientado e sem objectivos nunca fez parte de mim e este ano tem sido um ano de descobertas mas isso vou deixar para outro post. Este ano tirei 15 dias de férias seguidos, a primeira semana para ser passada em casa e no meu querido Porto. O plano era fazer algumas mudanças cá em casa, dedicar-me tempo e aproveitar o pôr-do-sol mais vezes. Fiz algumas destas coisas mas não fiz metade do que queria. O problema de fazer férias em casa é que o escritório está muito perto e acabei por lá ir 2 vezes. Posso dizer-vos que não ajudou nada o meu estado mental e que só me deixou ainda mais stressado mas era necessário.

Já na segunda semana, fugi mesmo. Fui até ao meu querido Alentejo, onde reina o silêncio. Onde os dias são um bocadinho mais lentos, a paisagem amarela me traz calma, o céu é mais estrelado e o nascer do sol é um evento perfeito. Fui com amigos e com o Rafael, sem horários, sem tempos, sem regras mas acima de tudo sem tristezas. Decidi que os problemas do dia-a-dia iam ficar em pausa e que nada ia importar durante aqueles 5 dias. E foi isso mesmo que aconteceu, foram 5 dias a recarregar energias com sorrisos, música à beira da piscina e cocktails ao fim do dia. Agora, de volta, tenho vontade de fazer planos, de encontrar novos objectivos e criar mais e melhor.

Voltei cheio de energia? Não, mas vim com vontade de arregaçar as mangas e perpetuar o sentimento de calma. Obrigado querido Alentejo pela calma e pela confiança.

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