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A vida com um cão e dois gatos

Eu vivi uma relação à distância que, felizmente, já não o é. A minha vida mudou, os meus hábitos mudaram e de repente já não éramos 2 (eu e o Ted) mas 5! Eu, o Rafael, o Ted (o frenchie), o Toulouse e o Berlioz (os dois gatos). Vocês já os foram conhecendo por aqui mas tenho tido várias pessoas a perguntar-me, via instagram,  como foi a adaptação, como é que eles ficaram amigos e como é que se apresentam gatos e cães adultos. Este post é para todos vocês!


O Rafael adoptou os manos Toulouse e Berlioz em Agosto de 2016, o Ted veio parar aos meus braços em Outubro desse ano. Eu e o Ted vivíamos no Porto e o Rafael e os gatos viviam em Madrid. Quando se mudaram para cá em julho do ano passado, os quatro patas eram todos adultos e por isso a adaptação durou meses. Lemos muita coisa e seguimos as instruções à risca. Durante o primeiro mês não se viram, dividimos a casa ao meio e os gatos viviam de um lado e o Ted no outro. Todos os dias trocávamos as mantas e camas, para começarem a reconhecer os cheiros uns dos outros. A porta que os ligava começou a ser a zona de refeições dos pequenos, ao mesmo tempo. Assim, apesar de não se verem, sentiam-se enquanto comiam e começaram a fazer associações boas. Depois começamos a tentar fazer exactamente a mesma coisa mas com uma grade de metal a servir de porta. Já se viam mas não se conseguiam tocar.

Nas primeiras vezes, os gatos escondiam-se e o Ted tentava levar a grade à frente. Com tempo e paciência (esta é a palavra chave), os ânimos acalmaram e começaram a comer perto uns dos outros sem grandes barulhos. No meio deste processo longo, confesso-vos que começámos a desesperar e pedimos ajuda à Nina do Das Patas à Cabeça, que nos deu as melhores dicas! Passámos a ir visitar os gatos várias vezes ao dia, com o Ted na trela e deixando os gatos à solta (eles é que têm o poder de se querer aproximar ou não) e lentamente começaram a conseguir existir sem se chatearem uns com os outros. Ao final de 3 meses, deixámos a porta aberta e testámos. Eles não eram amigos mas não se chateavam muito. Os 3 são muito calminhos e por isso, nunca se tentaram matar, passaram a coexistir. Eu diria que só quando chegou o frio a sério é que passaram a existir em harmonia, porque perceberam que se dormirem juntos fica mais quente :p

Como é agora? Os gatos continuam a preferir o lado da casa que era deles e o Ted prefere qualquer sítio onde eles estejam. Se ouvirem alguém no sofá, correm todos e pedem mimos. Os gatos não dão muita confiança ao Ted, o Ted tem ciúmes dos gatos. Os gatos conspiram para roubar comida e o Ted é o polícia. É toda uma aventura que nos rouba muito tempo do dia mas que nos traz muitas alegrias. Os gatos estão mais felizes desde que vieram para cá, o Ted adora tê-los por cá. Há umas semanas atrás, o Berlioz apanhou uma janela aberta durante meio minuto, decidiu aventurar-se e ficou preso no terraço do vizinho. Enquanto chorava para que o fossemos buscar, o Ted uivava, gania e saltava na janela, em pânico. Acho que isto prova que ele gosta mesmo deles :p

Agora os dias são muito diferentes daqueles em que era só eu e o Ted. São mais preenchidos, mais atarefados mas também mais felizes, cheios de surpresas e muitos mimos. Se estão a pensar em juntar cães e gatos, espero que este post ajude mas aconselho-vos mesmo a procurar ajuda, que faz toda a diferença!

Boa quarta-feira, pessoas bonitas *

Written by:

Designer, photographer, musician and dog lover.

Comments

  • Vânia

    Reply

    Tal e qual na minha casa, com o Óscar (o cão) e a Mia (a gata). Não são os melhores amigos, o cão tem ciúmes quando ela procura o nosso colo e ele está por perto, mas aprenderam a tolerar-se. Ocasionalmente já os vi a tentar brincar, mas acho que ainda não sabem muito bem como se faz. Haha. Leva tempo. É preciso paciência, e saber respeitar o espaço e tempo deles, porque os bichos sabem o que fazem.

    Fevereiro 24, 2018

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