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Até para o ano, meu querido Alentejo

Nem acredito que já estamos no final de Setembro. Por aqui, os dias têm sido tão cheios que não dou pelo tempo passar. A verdade é que o sol de Agosto que ainda não foi embora e não me deixa sentir que estamos quase no Outono. Lembro-me, quando era miúdo, dos verões que não acabavam, não porque o sol teimava em ficar mas porque o tempo se mexia muito devagar. Confesso-vos que tenho saudades desses tempos mais simples, onde nada era realmente complicado e onde podíamos dar tanto tempo ao tempo, que nos chegávamos a sentir aborrecidos. Este verão não foi o caso, tudo passou a voar mas de uma maneira tão intensa que semanas pareciam meses. O verão sem a Raquel no escritório foi tanto desafiante como gratificante. Ter orgulho de todos os projectos que me sairam das mãos parecia uma missão impossível mas aconteceu. Consegui provar que consigo cumprir qualquer que seja a meta a que me proponho, mas noutro dia venho-vos falar disso. Hoje quero falar-vos do final do verão.

Geralmente as minhas férias de verão dividem-se em dois, uma semana a viajar e uma semana no meu querido Alentejo. Este ano, não foi excepção. A primeira semana de Agosto, foi passada em Londres (em breve mostro-vos as fotos e conto-vos o que fiz por lá) e a primeira semana de Setembro foi passada perto de Évora. A vila mais próxima do sítio onde ficámos chama-se Vila Nova da Barónia. Alugámos uma casa no meio do campo, isolados de tudo e todos. Nas malas levámos pouca roupa, instrumentos músicais, cadernos para desenhar, livros para ler e jogos para nos divertirem nas noites quentes. Durante o dia, éramos brindados pelos sons das ovelhas, das galinhas e dos pássaros que cantavam por entre as árvores. Durante a noite, éramos iluminados pela luz das estrelas enquanto os grilos e os mochos cantavam para nós.

Um dos momentos altos e mágicos do dia era o pôr-do-sol. Não só porque a paisagem amarela do Alentejo ganhava tons ainda mais quentes e o ceú enchia-se de tons de rosa, mas porque era por volta dessa hora que recebíamos uma visita no terreno vizinho. Uma família de cavalos, um burro e por vezes um porquinho preto, que o Ted confundia com um primo e tentava, à força, ser seu amigo. Nós guardávamos cenouras para os alimentar e todos os dias lhes dávamos festas. Passou a ser um ritual onde senti que eles apareciam só para nos fazer ainda mais Há qualquer coisa de mágico numa criatura como um cavalo, se já estiveram bem perto de um destes, que corre livremente, sabem do que falo. Para além dos humanos, levámos 3 cães, a Simone, a Badu e o, já vosso conhecido, Ted. Eu nunca tinha levado o Ted de férias para um sítio onde ele pudesse correr livremente. Acho que ele nunca foi tão feliz e voltou cheio de mazelas, de quem brinca demasiado, para o provar.

Todas as vezes que vou para o campo, ou fujo da cidade, prometo-me sempre que voltarei mais vezes. Que durante o ano vou encontrar desculpas para ir até ao campo e respirar o ar puro. Ter uns dias para experiênciar o Slow-living de que tanto se fala. A verdade é que a vida impõe-se e o ritmo acelerado também e eu sou tão entusiasta com tudo o que faço e acabo por me esquecer de parar. Uma das manhãs por lá, decidi sair da casa e ir passear por caminhos que não conhecia, apreciar o som da natureza, dos cães de guarda que ladram ao longe, o som dos sinos presos  nas coleiras das ovelhas e o som da água de um tanque comunitário que por lá existia. No final do passeio voltei a prometer-me que iria parar mais vezes durante o ano para absorver estas coisas simples e que tão bem me fazem.

Sou muito grato por este refúgio que encontro todos os anos no Alentejo. São dias felizes onde as energias se recarregam e volto inspirado. Volto com vontade de vos escrever e a acreditar que está tudo bem, mesmo quando não parece. Sou grato pelos amigos que fazem tornam estes dias ainda mais felizes. Sou grato pela família que escolhi e grato que o Alentejo me receba sempre de braços abertos.

E vocês, agora que nos aproximamos do fim do verão, já conseguiram parar para se sentir gratos? Para onde fogem para o fazer? Contem-me 

Tenham uma boa semana, pessoas bonitas.

( confesso-vos que a câmara ficou mais vezes dentro de casa do que nas minhas mãos mas fiz uma série de vídeos bonitos dos nossos dias. Vou partilhá-los no stories do nosso instagram, corram até lá para ver tudo 🙂 )

Written by:

Designer, photographer, musician and dog lover.

Comments

  • Sofia Garrido

    Reply

    Tenho o mesmo problema – por gostar tanto do que faço, agabo por não priorizar o descanso como devia, mas estou a mudar isso aos poucos fazendo uns retiros curtinhos ao longo do ano, além das férias.. Também estive numa aldeia perto de Évora este ano – na Igrejinha. Sinto sempre uma paz enorme por lá e de facto vive-se mais devagar! 🙂

    Gostei destes relatos e das fotografias bonitas! <3

    Um beijinho,

    Sofia Garrido • Photographer | Blog

    Setembro 30, 2018

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