Subscreva

Cum sociis natoque penatibus et magnis
[contact-form-7 id="1210" html_class="cf7_custom_style_1"]

Subscribe elementum semper nisi. Aenean vulputate eleifend tellus. Aenean leo ligula, porttitor eu, consequat vitae eleifend ac, enim. Aenean vulputate eleifend tellus.

[contact-form-7 id="984" html_class="cf7_custom_style_1"]

Fui a Londres procurar inspiração

Como vos disse no post sobre o Alentejo, a primeira semana de Agosto foi passada em Londres. Fomos em busca de passeio, tempo com os amigos e inspiração. Depois de um Julho a 200%, precisava de ver coisas novas, de sentir coisas novas e até ouvir coisas novas. Foi uma semana passada entre amigos e muitos estímulos novos. Deu para descansar e refrescar a cabeça mas não para descansar o corpo.

Como sabem, Londres é uma cidade enorme, com um movimento frenético e cheia estímulos. Eu já estive em Londres algumas vezes (acho que esta deve ter sido a quinta vez) mas desta vez queria evitar, a todo o custo, qualquer actividade ou zona turística. Não que tenha algum problema com as zonas turísticas mas em pleno Agosto parece-me demasiado caótico. Decidimos que queríamos passear sem pressa (que é bem difícil de se fazer em Londres) e explorar zonas que nunca tivéssemos visto. 

Ficamos em casa de uma amiga de infância, que agora vive por lá. A casa fica na zona Este e é um amor, daquelas casas tipicamente britânicas, com um jardim muito pacífico. 

No primeiro dia, explorámos a zona de Chinatown, porque eu tinha o Japan center debaixo de olho (acabámos por ir a dois). A verdade é que esta viagem foi bem asiática. Entre dois japan centers, a comida tailandesa, chinesa e turca e um jardim japonês, foi tudo o que estávamos à procura.

Ainda no mesmo dia, ali na mesma zona, fomos visitar a House of Minalima, uma loja/galeria para fãs de estacionário, coisas feitas de papel, ilustração e do Harry Potter. É uma galeria gratuita e apesar de pequenina, acho que vale a pena visitar.  De seguida fomos à GOSH! uma livraria de graphic novels. Se são fãs de B.D., não a percam quando andarem por lá. Pelo caminho, apanhámos uns pecaminosos donuts na Doughnut Time.

Uma das poucas coisas que marcámos (porque teve de ser) foi o Skygarden. Basicamente, é um um topo de um edifício convertido em estufa com um café e uma vista de cortar a respiração. É gratuito mas têm de marcar com alguma antecedência, podem visitar durante 1 hora. Eu confesso que fiquei desiludido com o jardim propriamente dito, mas tudo o resto compensa. A vista de 360º sobre Londres é qualquer coisa de espectacular.

Eu sempre tive sorte nas minhas visitas a Londres e nunca apanhei mau tempo. O sol sempre me brindou e mesmo quando não o fez não foi o "fim do mundo" que toda gente descreve. Desta vez foi um pouco diferente. Nunca pensei dizer isto mas vim bronzeado de Londres, com as temperaturas a chegar quase aos 40º, andar de transportes públicos era impossível. Caminhámos muito e acho que nunca bebi tanta água na vida. Por outro lado, as pessoas estavam felizes, as crianças brincavam nas fontes e os relvados enchiam-se de pessoas a viver devagar. Eu gostava mesmo que por cá se vivessem mais os jardins, os parques e as fontes...Que usássemos os espaços públicos ao máximo.

Fomos também ao Design Museum e a exposição permanente vale tão a pena. É toda uma viagem sobre design e o seu papel na nossa vida. Como ele se aplica no nosso dia-a-dia e a maneira como o usamos. Design em interacção com o seu User. Deixou-me a pensar nos tempos de faculdade, onde se passava mais tempo a discutir design do que a fazê-lo. Agora as coisas inverteram-se e passo mais tempo a fazer do que a discutir. Preciso de encontrar um equilíbrio, perceber que o bom design encontra-se ali mesmo no meio. Esta exposição é curta mas muito intensa. Mais do que uma dica, acho mesmo que é incontornável numa próxima visita que façam a Londres. O edifício só por si é muito bonito, mesmo que não estejam interessados em design :p

O Broadway Market é um ponto de paragem obrigatória. Cada banca é uma perdição. A comida é qualquer coisa do outro mundo e já é quase uma tradição escolher o almoço pelo cheiro e sentarmo-nos a comer em London Fields, um parque ali mesmo ao lado. Perto do Broadway Market também existe o Flower Market, que fica numa rua amorosa cheia de lojas bonitas (perdi a cabeça numa de estacionário). O Flower Market é mesmo um mercado só de flores. A rua estreita enche-se de pessoas, o cheiro das flores frescas preenche o ar e, apesar de ter sempre demasiadas pessoas, o ambiente é muito feliz. Gostava de poder ter um mercado de flores perto de casa e trazer um ramo para casa ao sábado de manhã. Não parece perfeito? :p

Neste dia fomos ver um musical (uma das minhas coisas favoritas em Londres). Fomos ver o Book of Mormon e foi hilariante. Não me lembro de rir com tanta força em nenhuma peça, na minha vida. É ofensivo, gritante e muito, muito divertido. É uma crítica satírica com um humor muito especial. Tenho muita vontade de voltar já para Londres, só para ir ver mais uns quantos musicais que me ficaram a ressoar na memória até hoje.

O Barbican é um centro cultural cheio de actividades mas o que eu mais queria visitar era a estufa. A estufa só está aberta aos domingos. Fomos então rumo à estufa e não desiludiu: é muito, muito bonita. Não era nada do que esperava, parece um cenário do Jurassic Park, onde os edifícios industriais foram invadidos por plantas com o passar do tempo. As paredes são em cinzento e ocre, a contrastar com o verde que as preenchem. Para lá da estufa, o cenário à volta do Barbican é qualquer coisa do outro mundo. Sabem aquelas ilustrações, dos anos 60, sobre o que achavam que o futuro ia ser? A ideia visual de utopia? Pois bem, existe e está ali mesmo. Acabámos por ainda ficar mais tempo na esplanada, a aproveitar e absorver todo aquele cenário.

Entre dias cheios de passeios, amigos e conversas felizes, o "último dia em Londres" não foi em Londres, foi em Brighton. Apenas a 1 hora de comboio, achámos que devíamos visitar Brighton, a cidade costeira de que toda gente fala. É pequenina, muito bonita e parece-me uma boa alternativa à caótica Londres. Por outro lado, a nossa experiência não foi tão boa quanto poderia ter sido. A cidade estava sobrelotada de turistas. Sentimos que as lojas tinham sido feitas à medida do que "o turista quer ver" e não tivemos sorte com a simpatia dos empregados. No entanto, a cidade é realmente bonita e o pier é qualquer coisa do outro mundo.

A viagem foi muito mais do que isto que se lê e vê aqui. A câmara ficou guardada muitas vezes porque só queria viver aqueles momentos. Se estão a planear ir a Londres em breve, deixo-vos o mapa que criei para a viagem, onde vão encontrar todos os detalhes sobre os locais que falei no post e mais uns quantos que não falei 🙂

Espero que tenham gostado deste pequeno relato da minha viagem e que vos inspire o resto da semana! Feliz segunda-feira, pessoas bonitas.

Written by:

Designer, photographer, musician and dog lover.

Leave a comment

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.