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três dias na ilha de São Miguel, nos Açores

Na semana passada, o Fred voou até Berlim e eu voei até à ilha de São Miguel, nos Açores. Esta pausa no trabalho não estava planeada. Aliás, as últimas semanas têm sido de muito stress e trabalho e foi por isso mesmo que o convite do Azoris Royal Garden não poderia ter vindo em melhor altura.
Deixámos os gatos (sempre ao cuidado dos nossos melhores amigos) e fomos até a uma das ilhas que eu queria conhecer há muito, mas que ia ficando sempre para depois, São Miguel.

E agora o que vos posso dizer eu? Que nem sei por onde começar.
Já esperava gostar muito da ilha, mas nunca esperei gostar tanto e ter tanta vontade de ver mais e mais e de respirar tudo o que vi. O mais difícil, agora, foi selecionar fotografias (tirei várias) para vos mostrar e para ilustrar aquilo que vi e senti. Esta daqui de cima foi escolhida porque não é aquela fotografia do prado verde com as vaquinhas ao fundo, que é tão vista quando vemos imagens da ilha.
Foi tirada nas Termas da Ferraria, onde podemos tomar banhos quentes no mar. Sim, leram bem – quentinhos e a qualquer altura do ano.

Vou agora tentar resumir o que vi nos últimos dias, para aqueles que ainda não conhecem a ilha. Farei um segundo post (só mais um, porque, quando é à meia dúzia, cansam-me) sobre outros aspectos da viagem e sobre o local onde ficámos alojados.

 

No sábado de manhã, e a convite da equipa simpática do Azoris Royal Garden, fomos visitar uma plantação de ananás em estufa. O fruto não é original da ilha – veio do Brasil – e, apesar de lá crescer em seis meses sem grande dificuldade, aqui em São Miguel precisa de estufas amorosas para os abrigar.
Pelo que ouvimos, o Ananás na ilha é usado para tudo! E fazem eles muito bem, porque é delicioso e é produzido ali mesmo ao lado de casa.

Ainda deu para provar licor de Ananás, lá pelas 10:30 da manhã, e só não comemos gelado de Ananás no local porque a hora não era a indicada :p (não estava ainda disponível, só o fazem no verão, senão iria logo a seguir ao licor).

Uma outra visita que fizemos foi ao famoso Vale das Furnas. Este local está cheio de caldeiras naturais, onde podemos ver tudo a borbulhar, e onde a energia gerada é usada para fazer cozidos. O local é usado por restaurantes da zona, que têm lá as panelas com a carne, que vão deixando e levantando, e que depois servem no próprio restaurante. O cheiro a enxofre não é muito agradável, mas pelos vistos há quem goste muito do que dali sai.


Para além das caldeiras, posso garantir-vos que é aqui que encontram a carrinha da Olá mais gira de sempre. Estes patos não paravam de reclamar e o senhor lá lhes ia dando comida. Para além disto, existe uma colónia de gatos, que são protegidos por pessoas como este senhor e que adoram patos!

Depois de licor de Ananás e de carne cozida, deixo-vos aqui um bocadinho da visita à plantação de chás Gorreana, para desenjoar :p
É a mais antiga (e agora a única) plantação de chá da Europa e está tudo tão bem cuidado para nos receber, que nós saímos de lá cheios de sacos e chá. A Plantação pode ver-se bem pertinho do mar e, na casa, podemos ver toda a maquinaria e as próprias pessoas a escolher as ervas, mesmo antes de serem embaladas. Adorei tudo e recomendo uma visita a quem passar por lá. Podem fazê-lo enquanto provam os chás.

 

 

Se ainda não estão cansados, vou mostrar-vos paisagens bonitas que vi por lá, enquanto passeávamos de carro. Como aqui o complicado é visitar vários pontos da ilha, o ideal é mesmo alugarem um carro. Existem boas opções desde 30€ por dia, e assim não estão dependentes de outras pessoas ou de transportes públicos.
Andar de carro nesta ilha é também uma experiência muito diferente daquela a que estamos habituados. Posso dizer-vos que nem no carro deixava de ter vontade de fotografar, porque as estradas são pequenas linhas no meio de tantos verdes! Muitas delas são mais bonitas do que alguns jardins, porque estão rodeadas de flores e de tantas plantas diferentes. Aqui em baixo consigo mostrar-vos apenas um bocadinho.

 

E agora mostro-vos aqueles que, apesar de tudo, têm um dos melhores terraços do mundo 🙂
Infelizmente há a tendência de abandonar animais nos miradouros, porque sabem que passará por lá muita gente e alguém há-de dar-se ao trabalho de fazer algo por estes patudos. É uma situação triste, mas que existe. Graças a algumas associações que trabalham com voluntários, as colónias são esterilizadas, evitando a sua multiplicação, e alimentadas.

Penso que, tanto nos Açores como no continente, se há um desejo de sermos um ponto turístico e de referência, o estado tem de tratar bem os animais de rua e colaborar, de alguma forma, com as associações que sobrevivem à conta de muito boa vontade das próprias pessoas. O planeta pertence-nos a todos e todos temos o direito de viver nele de forma feliz. Nós, enquanto seres super especiais porque somos humanos, racionais e mais uma série de coisas, temos o dever de resolver estas questões e de proporcionar o melhor a todos os seres vivos.
Vamos continuar? 🙂

 

Estas cachopas também têm uma vista nada chata.
Se, por um lado, a ilha não me parece muito simpática para vegetarianos, já que a origem dos melhores produtos é animal, por outro, é o melhor lugar a visitar por quem gosta de animais, porque aqui podem vê-los livres e bem tratados.
As vacas vão pontilhando cada cantinho da ilha e eu só tinha vontade de saltar para cima delas, para lhes dar uns mimos.

Por último, deixo-vos com a visita à Lagoa das Sete Cidades, um dos pontos mais atractivos da ilha, e que tivemos de tentar visitar por duas vezes. Mas já lá vamos. Agora, quero falar-vos do Hotel Monte Palace, que está em ruínas, mesmo ali, num dos pontos mais verdes da ilha, e que eu queria mesmo mesmo muito visitar.
O hotel de luxo abriu nos anos oitenta e, apenas um ano depois, fechou. É estranho andar ali no meio e imaginar o que poderia ter sido, mas dizem os entendidos que abriu cedo demais, na hora errada. Hoje poderia ter tido um final mais feliz, já que o turismo na ilha está a crescer.
Subimos ao terraço e dali temos uma vista ainda mais alta sobre a Lagoa. Não há perigo, ainda está tudo muito seguro, e até podem encontrar alcatifa no chão e azulejos bonitos nas paredes.
E termino com a vista para a Lagoa das Sete Cidades, que é linda! Em dias de nevoeiro, podem não conseguir ter esta vista e, nesses dias, nada como descer até à vila e ver tudo dali mesmo de baixo.
Agora vou reformular com o que aprendi no último fim-de-semana. Qualquer dia pode ser um dia de sol, de nevoeiro, de chuva ou de vento na ilha. As quatro estações ocorrem num só dia. Maravilhoso, não é? Não dá muito jeito a quem está de visita rápida e nós ficamos com algumas coisas por ver, mas como é tudo tão bonito, nós desculpamos e prometemos voltar.
Para quem visita a ilha e não quer percorrer quilómetros para depois ver nevoeiro, aconselhamos um site/app, o Spot Azores, que nos mostra em tempo real como está o tempo em muitos pontos do arquipélago. Assim, não há viagens em vão. Sim, porque, aqui na Lagoa das Sete Cidades pode estar assim e, se chegarem à Lagoa do Fogo, por exemplo, podem não ver nadinha.
Felizmente, temos agora voos low-cost para viajar até outro cantinho de Portugal. É uma delícia ir para um sítio assim e sentir que é nosso, mesmo quando estamos tão distantes e quando tudo aquilo é tão diferente do que temos aqui no continente.
É óptimo para quem gosta de natureza e de pessoas simpáticas, para quem gosta de desporto ou para quem quer comer bem. Eu fiquei verdadeiramente encantada com a ilha e cheia de vontade de voltar e visitar também as outras.
Sobre este convite bom e sobre mais algumas curiosidades, falarei num próximo post.
Neste, quero ainda agradecer ao Azoris Royal Garden por nos ter recebido tão bem e por achar que eu faria bem este trabalho de vos mostrar a ilha pelos meus olhos. No fundo, foi esse o propósito da viagem e, como é em blogs que eu encontro muita informação e inspiração, fico contente por saber que aqui também a poderão encontrar. Fico mais ainda quando há quem o reconheça e faça questão de colaborar connosco, como esta equipa de pessoas extremamente simpáticas que encontrámos por lá.
Obrigada!
Raquel 

Comments

  • As fotografias estão lindas, quero muito visitar os Açores em breve 🙂

    Novembro 22, 2016
    • obrigada, Inês! Visita mesmo, vale tanto a pena <3 Também hei-de voltar em breve 😉

      Novembro 23, 2016
  • Fizeste mesmo um óptimo trabalho, adorei esta publicação e se já tinha vontade de ir aos Açores, agora tenho ainda mais. As fotos estão fabulosas e diferentes do que se vê habitualmente e o texto, bem, tocou no coração 🙂 Beijinho

    Novembro 23, 2016
    • Obrigada querida Sandra 🙂
      Fico contente por ter despertado o bichinho, porque é um sítio que não podemos mesmo deixar de visitar, é nosso e é lindo! 🙂

      muitos beijinhos*

      Novembro 23, 2016
  • Que lindas fotografias Raquel, fiquei rendida! Adorei*

    Novembro 23, 2016
    • obrigada Ana 🙂
      acredita que por lá não é difícil, difícil mesmo é depois fazer a seleção *

      Novembro 24, 2016
  • Fotos fantásticas.

    Também já andei pela ilha duas vezes e mesmo assim sempre de fujota. Fico sempre com a sensação de que há muito mais por explorar e que é sem dúvida um sítio que merece ser visitado (e que toda a gente merece visitar).

    Já estive nos locais que falas, também já conheci a colónia de gatos e patos das Furnas, já saboreei o bom do chá da Gorreana e já me deliciei com o facto de as vacas andarem em liberdade (o que até já me fez ter que esperar que uma manada passasse porque estavam a ocupar a estrada toda). Portanto identifiquei-me com o que escreveste e fotografaste, inclusive o nevoeiro e a imprevisibilidade do tempo (varia tanto num mesmo dia!). 🙂

    Também já partilhei algumas fotos no blogue:
    http://rainingdaysandmondays.blogspot.pt/2016/04/acores-ilha-de-sao-miguel.html

    Novembro 24, 2016
  • É sempre tão bom ver estes posts recheados com fotografias das belas ilhas dos Açores! Eu sou natural da ilha vizinha 🙂 Adoro as fotos!

    Soraia Soares, Photographers
    http://photographybyvania.blogspot.pt/

    Novembro 28, 2016
  • Amo os nossos Açores! <3

    Dezembro 9, 2016

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